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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Líbia Vai Gastar Um Bilião de Dólares Em Armas Russas

Su-35 para a Líbia

A Líbia é mais um produtor de energia que começa a investir sériamente no upgrade ao seu armamento. Com o aumento da procura de energia por parte dos países mais industrializados, a agressividade tem aumentado, vários são os países que neste momento estão envolvidos em guerras de modo a obter o controlo dos recursos energéticos. Em resposta, os produtores que ainda não foram envolvidos em conflitos, procuram protecção com grandes investimentos em sistemas defensivos de boa qualidade.

Um dos grandes produtores de armas, tem estado a beneficiar desta situação. A Rússia que tem estado a modernizar o seu arsenal e a procurar aumentar as suas vendas no exterior, tem-se esforçado para mostrar que voltou a ser um fornecedor de armamento fiável e prova disso são as crescentes vendas a cada ano que passa. Além disso a Rússia tem um atributo importante que outros grandes produtores de armas não possuem. A Rússia também é um dos maiores produtores de energia, não estando neste caso, à procura de energia além fronteiras, o que transmite maior segurança aos países clientes. Podemos apontar um exemplo recente, o maior fornecedor de armas do mundo os EUA, colocou um embargo à Venezuela que é um dos grandes produtores de energia e um dos principais dos EUA, impedindo esta de fazer manutenção à sua força aérea que era constituida na sua maioria por aviões americanos. Impediu também a Espanha de vender navios, porque usavam alguns componentes americanos. Resultado, os EUA sem disparar um único tiro, colocaram a aviação venezuelana no chão. A reacção não se fez esperar e contratos foram feitos com a Rússia em tempo record. A entrega dos novos aviões também foi num espaço muito curto.

A Líbia parece prosseguir o mesmo caminho e juntamente com a Algéria, estão a criar uma verdadeira barreira defensiva do outro lado do Mediterrâneo. Com armas russas.

Nigéria: Rússia junta-se ao ataque chinês a um dos fornecedores dos EUA

A Gazprom chegou a acordo com uma das maiores empresas energéticas nigeriana, a Oando. A Nigéria possui as maiores reservas energéticas em Àfrica e é o 5º maior fornecedor dos EUA.

Em Julho já tinha sido negociados investimentos na ordem dos 2.5 Biliões de dólares e a possível participação num pipeline que leve gás à Europa. Mas com a entrada dos chineses(China "ataca" mais um fornecedor dos EUA), podemos assistir a uma resistência à viabilização deste pipeline.

O sector energético da Nigéria é dominado por empresas ocidentais tais como a Shell, Total, ExxonMobil e Chevron, mas agora temos a entrada de russos e chineses, tal como tem acontecido em outros países.

Fontes:
Gazprom in tie-up with Nigerian company
Oando Says Agreement on Nigeria Projects Signed With Gazprom

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

China "ataca" mais um fornecedor dos EUA



A China pretende adquirir 6 Biliões de barris de petróleo à Nigéria ou seja um sexto das suas reservas. Esta jogada por parte da China irá uma vez mais colidir com os interesses das companhias ocidentais e mais importante irá perturbar o fornecimento aos EUA, dado que a Nigéria é o 5º maior fornecedor deste país.

E o mais interessante desta jogada é que a China pretende adquirir 23 licenças que estão neste momento nas mãos de companhias ocidentais como a Royal Dutch Shell, a Chevron, a Exxon Mobil e a Total, portanto a China não só obtem mais petróleo para si, como ainda por cima desvia esse mesmo petróleo, pois este actualmente está a ser explorado por companhias ocidentais.

China seeks vast oil blocks in Nigeria
http://www.energy-daily.com/reports/China_seeks_vast_oil_blocks_in_Nigeria_999.html

Report: China moves in on Nigeria oil reserves
http://news.yahoo.com/s/ap/20090929/ap_on_bi_ge/us_china_nigerian_oil_1

China sovereign fund invests in Kazakh oil producer
http://www.energy-daily.com/reports/China_sovereign_fund_invests_in_Kazakh_oil_producer_999.html

Crude Oil and Total Petroleum Imports Top 15 Countries (EUA)
http://www.eia.doe.gov/pub/oil_gas/petroleum/data_publications/company_level_imports/current/import.html

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

França: Um Aliado Peso-Pesado Para Os Pipelines Russos

France eyes role in South Stream pipeline: Russia
France is eyeing participation in Russia's South Stream pipeline, seen as a rival to the EU-led Nabucco project for gas supplies to Europe, Prime Minister Vladimir Putin's spokesman confirmed on Tuesday.

French involvement in South Stream and another Russian-led pipeline project, Nord Stream, was addressed in talks between Putin and his French counterpart, Francois Fillon, in Moscow on Monday, spokesman Dmitry Peskov said...



France's GDF Suez to Acquire Nord Stream Shares by October

France's GDF Suez will by the end of October become a shareholder in the company building the Nord Stream gas pipeline under the Baltic Sea, Gazrpom's deputy CEO said on Monday...

http://www.oilandgaseurasia.com/news/p/0/news/5680

A confirmar-se estas notícias, a Rússia ganha um grande aliado para os seus pipelines, ficando assim envolvido dois dos mais importantes países da União Europeia. A Alemanha é o principal interessado do Nord Stream, pois vai ficar com acesso directo um fornecedor (Rússia) e a França vai diversificar as suas fontes, pois está muito dependente de fornecedores africanos. Apesar da imprensa insistir que a Rússia não é um fornecedor fiável, o facto é que cada vez vemos mais ligações com eles por parte da Europa.
Com estes dois pipelines vai ser diversificado o fornecimento russo à Europa. É bom para a Europa, mas é mau para os países bálticos, Polónia, Rep. Checa e Ucrânia. Todos estão dependentes da energia russa, e no que toca à Polónia e Ucrânia, são países transito que servem de ligação para o resto da Europa e que vão sofrer quando a Rússia possuir alternativas de escoamento do seu gás, sem depender destes países-trânsito que têm sido hostis para com a Rússia.
O mais interessante destas movimentações por parte da França é que elas têm impacto no pipeline Nabucco. Este pipeline não está a entusiasmar as duas grandes potências, e algumas das razões são a instabilidade política dos países envolvidos e as poucas garantias de que existe gás suficiente para alimentar o pipeline.

Gaz de France cancels Nabucco interest

French energy firm Gaz de France canceled its bid to become the seventh member of the construction team for the Nabucco gas pipeline, statements said...

http://www.upi.com/Energy_Resources/2008/07/22/Gaz-de-France-cancels-Nabucco-interest/UPI-66941216749964/

Nabucco removed from EU energy project list
Mention of the Nabucco gas pipeline has been deleted from a list of projects to be financed by a five-billion euro EU stimulus plan...EU officials confirmed yesterday that the pipeline, once considered a flagship EU venture, had disappeared from the list of energy projects to be financed under the plan.

The move was apparently made at the request of German Chancellor Angela Merkel, who insists that no public money should be spent on a project in which Berlin has little interest...
German Chancellor Angela Merkel recently confirmed her country's opposition to funding the flagship Nabucco gas pipeline project with European money, stressing that the problem is not financing but finding gas to feed the pipeline.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Nabucco: Um Pipeline Em Dificuldades


Nabucco


O Pipeline Nabucco pretende ser uma alternativa à Rússia, passando o gás por outros países. Este pipeline nasce com bastantes dificuldades, pois é um investimento avultado, atravessa países problemáticos, tem a concorrência dos pipelines russos e ainda mais grave não está garantido um fornecimento estável de modo a compensar todo o investimento que está a ser feito.

Pelo mapa pode-se ver rápidamente um dos problemas, este pipeline pressupõe ligações tanto à Geórgia como o Irão, ambos países que estão em "alta" devido às situações em que cada um está envolvido.

A juntar isto temos mais uns recentes desenvolvimentos, que em nada ajudam. O Turquemenistão anunciou que vão ser inaugurados em Dezembro dois novos pipelines, um para a China e outro para o Irão. O acordo para a China é o fornecimento de 40 Biliões de metros cúbicos/ano durante 30 anos. Este é mais um mau sinal para o Nabucco, pois o Turquemenistão é um dos países necessários para fornecer o pipeline europeu.

Dado os problemas de fornecimento do Nabucco, os investidores viram-se também para o Iraque. O Iraque dada a sua actual situação é tudo menos seguro. Um país instável, ocupado militarmente e com muitas interrogações sobre o seu futuro. Contar com fornecimentos estáveis ou contar com o que quer que seja daqui é um acto no mínimo irresponsável.

Mas mesmo tentando fazer acordos com o Iraque, não significa que sejam os únicos. De facto até a Rússia está a tentar recuperar parte do que tinha neste país em termos energéticos. E se ainda com os americanos no terreno, a Rússia já marca presença, não se sabe o que irá acontecer depois dos EUA sairem.

Uma coisa é certa, Nabucco é algo caro, depende de vários países fornecedores e de trânsito completamente instáveis e não oferece uma alternativa fiável ao fornecimento russo. Existem demasiadas incógnitas, tornando este pipeline um investimento de muito alto risco, não dando garantias à Europa de que pode ser uma solução com futuro.

domingo, 20 de setembro de 2009

Rússia e China investem 36 Biliões de dólares em projectos de petróleo na Venezuela

"Acordo para os próximos três anos é para exploração de jazidas na bacia do rio Orinoco por empresas de petróleo chinesas.
Hugo Chávez anunciou o acordo bilionário nesta quarta-feira, 16. A parceria com a estatal venezuelana do setor petrolífero, a PDVSA, deverá produzir 450 mil barris diários de petróleo cru. Recentemente a Venezuela fechou um acordo semelhante com a Rússia, este no valor de cerca de US$ 20 bilhões. As duas parcerias devem resultar em um aumento de 900 mil barris diários na produção venezuelana de petróleo.
Um dos objetivos de Chávez com esses acordos fechados com países mais simpáticos à sua “revolução socialista” é que eles garantam à Venezuela maior independência econômica frente aos EUA."



Esta é mais uma má notícia para os EUA, os avultados investimentos russo/chineses no 5º maior produtor mundial de petróleo e no 2º maior fornecedor de petroleo americano. Dado a importância que a Venezuela representa para o maior importador de energia do mundo, a Venezuela corre um perigo extremo.

A proximidade da Venezuela aos EUA, torna-o num dos melhores, mais seguros e eficientes fornecedores dos EUA mas a política de Chavez é vendê-lo á China. O que nós estamos a assistir é ao desvio da produção venezuelana de modo a aplacar a enorme e crescente sede do Dragão, o que irá afectar a exportação para os EUA.

Com investimentos tão avultados, a sua proximidade aos EUA e a importância da Venezuela para os EUA, torna-se urgente à Venezuela tomar medidas de protecção e torna-se urgente para quem investe tão grandes somas, fornecer o mais rápidamente possível meios de defesa, de modo a tornar o menos apetecível, um possível confronto militar com o objectivo da tomada de controlo do fluxo energético.

Também queria chamar a atenção sobre o que este artigo também mostra, a Rússia nestes tempos conturbados de recessão económica mundial, tem poder de investimento para se envolver em projectos de grande dimensão e deverá causar algumas surpresas quando passarmos este clima económico negativo.