Su-35 para a Líbiasegunda-feira, 19 de outubro de 2009
Líbia Vai Gastar Um Bilião de Dólares Em Armas Russas
Su-35 para a LíbiaNigéria: Rússia junta-se ao ataque chinês a um dos fornecedores dos EUA
Em Julho já tinha sido negociados investimentos na ordem dos 2.5 Biliões de dólares e a possível participação num pipeline que leve gás à Europa. Mas com a entrada dos chineses(China "ataca" mais um fornecedor dos EUA), podemos assistir a uma resistência à viabilização deste pipeline.
O sector energético da Nigéria é dominado por empresas ocidentais tais como a Shell, Total, ExxonMobil e Chevron, mas agora temos a entrada de russos e chineses, tal como tem acontecido em outros países.
Fontes:
Gazprom in tie-up with Nigerian company
Oando Says Agreement on Nigeria Projects Signed With Gazprom
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
China "ataca" mais um fornecedor dos EUA
A China pretende adquirir 6 Biliões de barris de petróleo à Nigéria ou seja um sexto das suas reservas. Esta jogada por parte da China irá uma vez mais colidir com os interesses das companhias ocidentais e mais importante irá perturbar o fornecimento aos EUA, dado que a Nigéria é o 5º maior fornecedor deste país.
E o mais interessante desta jogada é que a China pretende adquirir 23 licenças que estão neste momento nas mãos de companhias ocidentais como a Royal Dutch Shell, a Chevron, a Exxon Mobil e a Total, portanto a China não só obtem mais petróleo para si, como ainda por cima desvia esse mesmo petróleo, pois este actualmente está a ser explorado por companhias ocidentais.
China seeks vast oil blocks in Nigeria
http://www.energy-daily.com/reports/China_seeks_vast_oil_blocks_in_Nigeria_999.html
Report: China moves in on Nigeria oil reserves
http://news.yahoo.com/s/ap/20090929/ap_on_bi_ge/us_china_nigerian_oil_1
China sovereign fund invests in Kazakh oil producer
http://www.energy-daily.com/reports/China_sovereign_fund_invests_in_Kazakh_oil_producer_999.html
Crude Oil and Total Petroleum Imports Top 15 Countries (EUA)
http://www.eia.doe.gov/pub/oil_gas/petroleum/data_publications/company_level_imports/current/import.html
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
França: Um Aliado Peso-Pesado Para Os Pipelines Russos
French involvement in South Stream and another Russian-led pipeline project, Nord Stream, was addressed in talks between Putin and his French counterpart, Francois Fillon, in Moscow on Monday, spokesman Dmitry Peskov said...
France's GDF Suez will by the end of October become a shareholder in the company building the Nord Stream gas pipeline under the Baltic Sea, Gazrpom's deputy CEO said on Monday...
http://www.oilandgaseurasia.com/news/p/0/news/5680
Gaz de France cancels Nabucco interest
French energy firm Gaz de France canceled its bid to become the seventh member of the construction team for the Nabucco gas pipeline, statements said...
http://www.upi.com/Energy_Resources/2008/07/22/Gaz-de-France-cancels-Nabucco-interest/UPI-66941216749964/
The move was apparently made at the request of German Chancellor Angela Merkel, who insists that no public money should be spent on a project in which Berlin has little interest...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Nabucco: Um Pipeline Em Dificuldades
O Pipeline Nabucco pretende ser uma alternativa à Rússia, passando o gás por outros países. Este pipeline nasce com bastantes dificuldades, pois é um investimento avultado, atravessa países problemáticos, tem a concorrência dos pipelines russos e ainda mais grave não está garantido um fornecimento estável de modo a compensar todo o investimento que está a ser feito.
A juntar isto temos mais uns recentes desenvolvimentos, que em nada ajudam. O Turquemenistão anunciou que vão ser inaugurados em Dezembro dois novos pipelines, um para a China e outro para o Irão. O acordo para a China é o fornecimento de 40 Biliões de metros cúbicos/ano durante 30 anos. Este é mais um mau sinal para o Nabucco, pois o Turquemenistão é um dos países necessários para fornecer o pipeline europeu.
Dado os problemas de fornecimento do Nabucco, os investidores viram-se também para o Iraque. O Iraque dada a sua actual situação é tudo menos seguro. Um país instável, ocupado militarmente e com muitas interrogações sobre o seu futuro. Contar com fornecimentos estáveis ou contar com o que quer que seja daqui é um acto no mínimo irresponsável.
Mas mesmo tentando fazer acordos com o Iraque, não significa que sejam os únicos. De facto até a Rússia está a tentar recuperar parte do que tinha neste país em termos energéticos. E se ainda com os americanos no terreno, a Rússia já marca presença, não se sabe o que irá acontecer depois dos EUA sairem.
Uma coisa é certa, Nabucco é algo caro, depende de vários países fornecedores e de trânsito completamente instáveis e não oferece uma alternativa fiável ao fornecimento russo. Existem demasiadas incógnitas, tornando este pipeline um investimento de muito alto risco, não dando garantias à Europa de que pode ser uma solução com futuro.
domingo, 20 de setembro de 2009
Rússia e China investem 36 Biliões de dólares em projectos de petróleo na Venezuela
Hugo Chávez anunciou o acordo bilionário nesta quarta-feira, 16. A parceria com a estatal venezuelana do setor petrolífero, a PDVSA, deverá produzir 450 mil barris diários de petróleo cru. Recentemente a Venezuela fechou um acordo semelhante com a Rússia, este no valor de cerca de US$ 20 bilhões. As duas parcerias devem resultar em um aumento de 900 mil barris diários na produção venezuelana de petróleo.
Um dos objetivos de Chávez com esses acordos fechados com países mais simpáticos à sua “revolução socialista” é que eles garantam à Venezuela maior independência econômica frente aos EUA."
A proximidade da Venezuela aos EUA, torna-o num dos melhores, mais seguros e eficientes fornecedores dos EUA mas a política de Chavez é vendê-lo á China. O que nós estamos a assistir é ao desvio da produção venezuelana de modo a aplacar a enorme e crescente sede do Dragão, o que irá afectar a exportação para os EUA.
Com investimentos tão avultados, a sua proximidade aos EUA e a importância da Venezuela para os EUA, torna-se urgente à Venezuela tomar medidas de protecção e torna-se urgente para quem investe tão grandes somas, fornecer o mais rápidamente possível meios de defesa, de modo a tornar o menos apetecível, um possível confronto militar com o objectivo da tomada de controlo do fluxo energético.




