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domingo, 20 de setembro de 2009

Rússia e China investem 36 Biliões de dólares em projectos de petróleo na Venezuela

"Acordo para os próximos três anos é para exploração de jazidas na bacia do rio Orinoco por empresas de petróleo chinesas.
Hugo Chávez anunciou o acordo bilionário nesta quarta-feira, 16. A parceria com a estatal venezuelana do setor petrolífero, a PDVSA, deverá produzir 450 mil barris diários de petróleo cru. Recentemente a Venezuela fechou um acordo semelhante com a Rússia, este no valor de cerca de US$ 20 bilhões. As duas parcerias devem resultar em um aumento de 900 mil barris diários na produção venezuelana de petróleo.
Um dos objetivos de Chávez com esses acordos fechados com países mais simpáticos à sua “revolução socialista” é que eles garantam à Venezuela maior independência econômica frente aos EUA."



Esta é mais uma má notícia para os EUA, os avultados investimentos russo/chineses no 5º maior produtor mundial de petróleo e no 2º maior fornecedor de petroleo americano. Dado a importância que a Venezuela representa para o maior importador de energia do mundo, a Venezuela corre um perigo extremo.

A proximidade da Venezuela aos EUA, torna-o num dos melhores, mais seguros e eficientes fornecedores dos EUA mas a política de Chavez é vendê-lo á China. O que nós estamos a assistir é ao desvio da produção venezuelana de modo a aplacar a enorme e crescente sede do Dragão, o que irá afectar a exportação para os EUA.

Com investimentos tão avultados, a sua proximidade aos EUA e a importância da Venezuela para os EUA, torna-se urgente à Venezuela tomar medidas de protecção e torna-se urgente para quem investe tão grandes somas, fornecer o mais rápidamente possível meios de defesa, de modo a tornar o menos apetecível, um possível confronto militar com o objectivo da tomada de controlo do fluxo energético.

Também queria chamar a atenção sobre o que este artigo também mostra, a Rússia nestes tempos conturbados de recessão económica mundial, tem poder de investimento para se envolver em projectos de grande dimensão e deverá causar algumas surpresas quando passarmos este clima económico negativo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Venezuela adquire potente sistema anti-aéreo


S-300 PMU2


O sistema (S-300) que foi referido a possibilidade de estar a ser enviado para o Irão pelo o navio Arctic Sea, foi adquirido por Chávez. Este é considerado um dos melhores sistemas de defesa anti-aérea do mundo e vai aumentar consideravelmente a capacidade da Venezuela em repelir ameaças externas.

Com as crescentes necessidades energéticas, temos estado a assistir nos últimos anos a um incremento verdadeiramente significativo de aquisições militares por parte de países produtores. Estes sentem a necessidade de aumentar as suas defesas de modo a proteger as suas riquezas naturais.




Os vários módulos do sistema


Chávez, dado a proximidade da Venezuela aos EUA, os problemas entre ambos os países e o facto de estar a mudar lentamente a sua produção para a China, acrescenta vários factores de risco para o país. A Venezuela adquiriu recentemente 24 aviões russos topo de gama em virtude dos EUA terem negado manutenção aos F-16 da Venezuela e agora adquire um temível sistema anti-aéreo de fabrico russo. O que para o qual contribuiu também o facto dos EUA terem reactivado a 4ª frota dedicada à América do Sul e ao anúncio da abertura de 7 bases americanas na Colômbia.


Para complementar este sistema, adquiriu também os sistemas anti-aéreos Pechora 2M e o Buk M2 .




Pechora 2M




Buk M2


Com este pacote a Venezuela vai gastar 2.2 Biliões de dólares, dinheiro que a Rússia vai conceder a crédito. Apesar de ser uma soma considerável, (como é regra geral as aquisições militares), o histerismo e o sensacionalismo por parte de muita imprensa de modo tanto a vender notícias, como para alinhar em idealismos políticos, omite o mais importante que é perceber o que significa estes gastos, comparados com outros países na mesma região, como a imagem abaixo mostra e como se costuma dizer, uma imagem vale por mil palavras.

Além dos sistemas defensivos, foram adquiridos mais 2 sistemas de modo a modernizar algumas àreas.



Smerk





T-72


Estas aquisições por parte da Venezuela e as aquisições por parte do Brasil, desenham um novo panorama na América do Sul. Venezuela e Brasil caminham para um tipo de potência militar que esta zona do globo não conhecia. Se a sofreguidão pela energia fôr demasiado por parte dos grandes consumidores, estes terão problemas acrescidos caso queiram intervir militarmente. Mais, com a Mercosul a crescer, podemos assistir à criação do braço armado desta organização, caso se veja o crescimento da ameaça externa.


Este é mais um passo, mais um sinal dos tempos perigosos que se avizinham, os países grandes consumidores de energia à medida que esgotam as suas reservas internas, viram-se cada vez mais para o exterior. Os países que possuem grandes reservas de energia, são cobiçados por esses devoradores e investem em armamento para tornar caro qualquer investida pensada.


Uma pessoa esfomeada faz coisas impensáveis, até onde irá um país na mesma situação?