terça-feira, 10 de novembro de 2009

Rússia Envia Novo Módulo Para Estação Espacial



Rússia retoma construção de segmento na ISS com envio de novo módulo

Moscou, 10 nov (EFE).- A Rússia lançou nesta terça-feira um novo módulo científico para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), com o qual retomará a construção do segmento russo na plataforma orbital após uma pausa de oito anos.

O foguete "Soyuz-U", que levou a nave de carga "Progress-M" ao espaço com o módulo "Poisk" (MIM-2), foi lançado às 12h22 (horário de Brasília) da base de Baikonur, no Cazaquistão, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

A nave com o módulo deve se acoplar à ISS às 13h43 (horário de Brasília) de quinta-feira em regime automático, mas os tripulantes da estação supervisionarão a manobra para realizar o engate manual caso haja algum imprevisto, segundo a agência "Interfax".

O módulo, que contém equipamentos para experimentos científicos, também ampliará a capacidade da ISS para receber outras naves, pois conta com um porto de acoplamento próprio, além de uma escotilha para as missões dos astronautas fora dos aparelhos.

A nave "Progress", que também leva à ISS 850 quilogramas de carga útil, entre equipamentos, alimentos e água, será desligada da ISS dentro de duas semanas.

Já o "Poisk", que será utilizado como um laboratório científico, será o quarto módulo do segmento russo da ISS a servir como porto de engate.

Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, disse que a Rússia retoma assim a construção de seu segmento na ISS, após um intervalo de oito anos, motivado pela catástrofe com o ônibus espacial americano "Columbia", em 2003, pela conseguinte suspensão dos voos das naves por mais de dois anos; e pela falta de financiamento para o programa espacial russo no início da década.


segmento russo da Estação Espacial Internacional


Lindin antecipou que um módulo gêmeo do "Poisk", o "MIM-1", também russo, será enviado à ISS em uma nave americana em maio, e em 2011 será enviado outro laboratório espacial, o MLM polivalente.

A construção do segmento russo deve terminar com a integração em 2014 e 2015 de outros dois módulos científicos, além de geradores de energia, que permitirão à Rússia alimentar seus laboratórios por conta própria.

Segundo o programa inicial, a construção da ISS deveria terminar em 2010, para ser utilizada até 2015, mas as agências espaciais dos países participantes estudam atualmente a possibilidade de ampliar sua operabilidade em mais cinco ou dez anos.


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Não deixa de ser interessante constatar que em plena recessão económica mundial, o programa espacial russo está bastante saudável graças ao financiamento recebido. A importância da Rússia na Estação Espacial Internacional torna-se crítica porque irá ser a única nação que pode transportar astronautas para lá. Para o ano os EUA deixam de poder enviar homens para o espaço, ficando a responsabilidade de manter a estação activa a cargo da Rússia, papel esse que estão a levar muito a sério.

E ao mesmo tempo que uma soyuz ruma ao espaço, duas rumam para o porto espacial europeu na Guiana Francesa, o que mostra a estreita ligação entre a Europa e Rússia nesta área. Em breve iremos ter notícias sobre este projecto feito a dois.

Merkel Não Ajuda GM, GM Precisa De Muito Dinheiro


Merkel avisa GM de que não vai ajudar a restruturar Opel

A chanceler alemã, Angela Merkel, deu hoje a entender que Berlim não vai ajudar a General Motors a reestruturar a filial europeia Opel, ao declarar que espera que o construtor norte-americano suporte o essencial dos custos da reestruturação.


A reestruturação da Opel só será efectiva "se a General Motors suportar o essencial dos custos com os seus próprios recursos financeiros", declarou a chanceler no primeiro discurso aos deputados do Bundestag desde que foi reconduzida nas funções.

Também é necessário que "a General Motors reembolse (à Alemanha) o crédito" de 1,5 mil milhões de euros concedidos à Opel para assegurar a sobrevivência da empresa, exigiu Merkel, que indicou "lamentar profundamente" a decisão do construtor norte-americano de conservar a filial europeia.

Enquanto vários dirigentes alemães já se tinham mostrado indignados na semana passada, a chanceler ainda não se tinha exprimido publicamente sobre a reviravolta da General Motors, que anunciou para surpresa geral que queria reestruturar a empresa em vez de a vender ao consórcio Magna/Sberbank.

As declarações de Merkel são uma clara mensagem para a General Motors, cujo patrão Fritz Henderson está hoje na Alemanha, não esperar apoios.

A GM considera que os custos da reestruturação da Opel serão de cerca de três mil milhões de euros, mas um estudo da Moody's citado pela imprensa alemã estima que estes poderão ser superiores a cinco mil milhões de euros.

A Opel, que passou por várias alterações no último ano, é considerada como estratégica pelo Governo alemão, que quer preservar os 25 mil postos de trabalho em jogo na Alemanha.

O governo norte-americano detém mais de 60 por cento do capital social da General Motors mas assegurou que não teve qualquer influência nesta decisão sobre a Opel, uma vez que não interfere na gestão da empresa.


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Se a Alemanha mantiver esta posição, será interessante ver quem irá aparecer com as somas requeridas para manter a Opel. Qual será o construtor ou país que sabendo como a Alemanha está furiosa com esta situação, vai querer intrometer-se?

A GM conseguiu impedir a passagem para a Rússia, resta agora saber como vai conseguir manter a Opel.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

China: Mais Um Passo Dado Para Receber Petróleo Do Brasil


Petrobras financia US$ 10 bilhões com banco da China

São Paulo, 4 nov (Lusa) - A Petrobras assinou um contrato de empréstimo no valor de US$ 10 bilhões com o China Development Bank Corporation (CDB), informou nesta quarta-feira a petrolífera brasileira.

No fim do ano passado, a China ofereceu o empréstimo para a Petrobras investir na exploração de grandes reservas, recentemente descobertas no litoral da região Sudeste.

"Este financiamento tornou-se simbólico pelo valor financeiro envolvido e por representar uma nova fase de evolução das relações entre mercados de países em franco desenvolvimento", disse o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, citado num comunicado.

Em troca do empréstimo, a estatal garantirá a exportação de petróleo à China, principalmente o do tipo mais pesado, cujas refinarias locais têm dificuldades no processamento porque são tecnicamente preparadas para o óleo leve.

Após o início da liberação do empréstimo, entrará em vigor também o acordo de longo prazo de exportação de petróleo entre a Petrobras e a Unipec Ásia, subsidiária da chinesa Sinopec, um dos maiores produtores onshore da China.

O acordo incluiu a exportação de 150.000 barris de petróleo por dia para o primeiro ano e de 200.000 barris de petróleo por dia nos nove anos seguintes.

A negociação desse empréstimo foi um dos temas da visita do presidente Luís Inácio Lula da Silva à China em maio deste ano.


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Depois de terem assinado um acordo no ano passado, eis agora um avanço concreto com a assinatura para um contrato de 10 Biliões de dólares, de modo a energia fluir para a China.

A China o 2º maior consumidor do planeta, avança velozmente na aquisição de novos fornecedores, porque tem uma "arma" irresistivel. Dinheiro, muito dinheiro. Assiste-se pelos 4 cantos do mundo a empréstimos a quem queira fornecer energia à China. E numa altura de recessão económica mundial, o dinheiro chinês está a fazer maravilhas. Em poucos anos, a China obteve vários fornecedores, muitos deles eram fornecedores americanos e começaram a desviar a sua produção para o Oriente.

Tudo isto é mau, muito mau para o ainda maior consumidor do planeta. 60% da sua energia é importada e vê o seu concorrente directo a obter cada vez mais contratos.

A China deu mais um passo que nega energia aos EUA, onde irão estes obter energia, nos volumes necessários, se mesmo os seus maiores fornecedores estão a virar-se para o Oriente?

Fontes:
Petrobras (PBR) Signs Agreement with Sinopec (SNP)

Espaço: Bush Abriu A Caixa De Pandora



A Administração Bush a meu ver cometeu vários erros e um dos mais graves foi a nova política de militarização do espaço. A nova doutrina que saiu em 2006 implica a militarização no espaço com o objectivo do domínio espacial e negar aos seus adversários o mesmo uso caso ponha em causa a sua supremacia. Isto está explicito no documento que além de toda a polémica gerada, gerou uma reacção por parte de outras nações que se sentem ameaçadas por esta nova doutrina.

Com as recentes declarações de uma alta patente militar chinesa, China terá força aérea com capacidade para operações espaciais, temos a indicação que a bola de neve começou a rolar. Os EUA deram inicio a esta situação e agora penso já não ser possível travá-la. Vão ser colocadas armas no espaço e pelo menos três nações vão investir nisto. Os EUA, a Rússia e a China.

Nos últimos anos tivemos já mostras do que anda a ser feito e merece ser relembrado. A ameaça americana em destruir os satélites europeus Galileo, caso estes sejam usados em conflitos por potências externas, sendo uma das causas do atraso do sistema GPS Europeu, os EUA querem ter controlo do sistema em caso de conflito. É uma situação inaceitável para a Europa, o sistema GPS europeu ao contrário do sistema americana é CIVIL e não MILITAR, o sistema é para ser usado sem interrupções, coisa que não acontece com o único sistema activo hoje. Os EUA reservam-se o direito de bloquear o sistema sempre que entenderem e isso é incompatível com o crescimento do uso do GPS no quotidiano das nossas vidas.

Com a saída do novo tratado em 2006, torna-se claro quem é o principal visado desta política. A China com a aceleração do seu agressivo programa espacial, que se tem notado bastante nos últimos anos.

A China "acusa" a recepção da mensagem americana e em 2007 destroi um satélite, demonstrando a sua capacidade em abater satélites.

Em 2008, os EUA "respondem" abatendo também eles um satélite.

Com isto deitamos por terra os esforços feitos até para não serem colocado armas no espaço e dos acordos para não serem desenvolvidas armas ASAT (armas antí-satélite).

Em 2009 uma outra potência mostra que também ela está preparada para a situação (sempre esteve a par com os EUA, mas havia um acordo entre ambos para não seguir por este caminho, além de um tratado que foi quebrado pelos os EUA, o tratado ABM), com a "colisão" entre um satélite americano e um russo. O satélite russo chocou com o americano e apesar das explicações oficiais e o facto de não ter sido feito muito "barulho" com a situação, o facto é que no programa espacial russo, inclui projectos onde satélites que estão lá em cima têm como função atacar outros.

Portanto podemos dizer que neste momento estas três potências já mostraram às outras que estão preparadas para o caminho que os EUA deram início.

Infelizmente o mundo está a tornar-se cada vez mais perigoso, com o incrementar do uso de armas mais sofisticadas e potentes.

Os EUA abriram as hostilidades no espaço. Quem as irá fechar?


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Suécia e Finlândia: Caminho Livre Para O Nord Stream



Depois do amargo sabor que a Rússia e a Alemanha tiveram com o caso da GM/Opel, vem uma excelente notícia para ambos e também para a Europa, foram quebradas as últimas barreiras para a passagem do Nord Stream.

Com a luz verde destes dois países, todo o percurso do Nord Stream está autorizado e de certeza que vão tentar acelerar ao máximo este processo de modo a haver uma nova via de comunicação energética entre a Europa e a Rússia.

Boa notícia para a Europa, mau sinal para alguns países...

Fontes:
Sweden, Finland okay Russia's Nord Stream pipeline
Baltic states still worry about Nord Stream pipe

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Opel: Estão Abertas As Hostilidades Entre Os EUA E A Alemanha



Opel: Berlim considera inaceitável atitude da GM

BERLIM, Alemanha — O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, afirmou nesta quarta-feira que o "o comportamento da General Motors é absolutamente inaceitável", após a decisão da montadora americana de manter sua filial européia da Opel.

O ministro exigiu que a "General Motors revele mais rapidamente possível os seus planos de reestruturação" da Opel, que tem quatro fábricas na Alemanha. As declarações foram feitas antes de um conselho de ministros que será dedicado em grande parte para este assunto.

Brüderle afirmou que o anúncio da GM era "inaceitável para os seus empregados, faltando apenas oito semanas para o Natal, especialmente após eles concordarem em realizar reduções salariais".

Dado o ambiente econômico "melhorado", uma melhor "saúde financeira" e "a importância da Opel/ Vauxhall" para a sua estratégia internacional, a General Motors anunciou na quarta-feira que decidiu manter a Opel, após meses de negociação com a empresa canadense Magna, associada da russa Sberbank.

Nos últimos meses, a Alemanha exerceu forte pressão para que essa operação fosse realizada, o que permitiria, segundo Berlim, preservar mais empregos.

O governo alemão "vai recuperar o dinheiro do contribuinte", disse o ministro, fazendo referência ao empréstimo de 1,5 bilhões de euros concedido à GM Opel.


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Como é possível depois das negociações terem chegado onde chegaram e agora a GM decidir que afinal mudou de ideias?

É simples. é o velho problema da guerra fria. O grande interessado, ou o grande vencedor desta venda é a Rússia. A Rússia ao investir na Opel vai importar know-how que considera critico para o desenvolvimento do seu sector automóvel.

E a Rússia obteve um apoio extremamente importante. A Alemanha deu o seu aval para passar a Opel das mãos americanas para as mãos russas e isto foi feito com Merkel que inclusive se "chegou à frente" dizendo explicitamente que queria o consórcio onde os russos participavam.

E não foi só isto que foi acordado. chegou-se a acordo com os empregados, salários seriam congelados e milhares de empregos seriam perdidos, mas a Opel não iria afundar com a GM. A Alemanha meteu dinheiro (1.5 biliões) para manter a Opel a funcionar até entrarem os novos donos. Foi considerada a melhor opção e de repente na fase final da negociação, a GM muda de ideias.

O que a GM quer, ou o que os EUA pretendem é negar passagem de tecnologia de ponta para a Rússia. Mas ao fazerem isto, pisaram o gigante europeu. A Alemanha já tinha decidido o que fazer para salvar a Opel e tratou das coisas.

Isto é uma afronta. Estarão os EUA em condições de entrarem num conflito económico sério com a Alemanha? E se estamos a falar da Alemanha estamos a falar da UE. Esta coisa da Opel pode tornar-se bem mais sério do que aparenta à primeira vista. A Alemanha tem muito músculo para mostrar quando fazem pouco dela.



http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/06/01/AR2009060100697.html

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Boeing 787: Um Pesadelo De Avião - Parte I



Eu gosto muito aviões. E dedico especial atenção a eles. No que respeita a aviões civis, acompanho com muito interesse três projectos. O Boeing 787, o Airbus A380 e o Sukhoi SuperJet.

Há dois anos atrás, escrevi um artigo bastante crítico sobre este avião e no início deste ano voltei a falar do projecto. Dado que saiu notícias sobre os resultados da Boeing e eu ainda não tenho nenhum artigo no blogue sobre este assunto, penso ser uma boa altura para escrever um pouco sobre o que acho deste novo Boeing.

Antes de mais, é importante realçar que no meu ponto de vista, este Boeing representa um pouco o estado em que os EUA se encontram, com muitos problemas e más opões tomadas, os anos vão passando e continuo a pensar exactamente o mesmo.

Apesar de gostar muito de aviões, sou muito crítico deste, ou da maneira como as coisas estão a ser feitas. Prometido como um avião revolucionário, onde hoje se pode dizer que toda a gente ouviu falar dele, tal a pressão mediática em cima dele. Mas tudo o que foi dito foi com o avião no papel, uma coisa é prometer, outra coisa é mostrar a coisa. Os pontos principais onde tenho críticas sobre este avião são os seguintes:

1 - Avião radicalmente novo. Aplicação de novos materiais usados, onde muita coisa ainda está em teoria, com muitas dúvidas sobre o comportamento do material.

2 - Pressa na entrega. Devido ao agressivo marketing feito e datas irrealistas, a Boeing está disposta a sacrificar tempo de testes, para cumprir prazos. A Boeing esquece-se da sua principal função que é construir aviões e não satisfazer accionistas que não querem ver as suas acções descerem. A credibilidade da Boeing poderá ficar sériamente em risco, com o que se tem feito com este avião.

3 - Além de resolverem fabricar um avião de construção radical, juntaram a isto um novo processo de fabrico que reparte a construção do avião pelos quatros cantos do mundo. A Boeing passa a estar dependente de várias empresas estrangeiras e nunca a Boeing fez tal coisa com os seus aviões.

4 - O modelo não reduz o número de aviões no ar. Eles argumentam eficiência em termos de combustível (coisa ainda a ser vista), mas não reduzem o tráfego. Isto o A380 faz. E eu sou da opinião que é necessário diminuir tràfego devido à saturação dos aeroportos. Demasiados aviões no mesmo sítio.

787 unsafe, claims former Boeing engineer

Este foi um artigo interessante que apareceu em 2007, onde é referido um engenheiro da Boeing que foi despedido.

"Boeing 787 Dreamliner 'could be unsafe'
BOEING'S new carbon-composite 787 Dreamliner plane may turn out to be unsafe and could lead to more deaths in crashes..."

"...The new plane, which is mostly made from brittle carbon compounds rather than flexible aluminum, is more likely to shatter on impact and may emit poisonous chemicals when ignited..."

"...The problem is all the unknowns that are being introduced and then explained away as if there is no problem,'' said Vince Weldon, a former Boeing engineer..."

"...We do an exceptional amount of testing,'' said Lori Gunter, a spokeswoman for Boeing's commercial plane unit. "Absolutely, these materials are safe. They are tested, they will be certified.''..."

"...Federal Aviation Administration (FAA) must find the 787 to be as crashworthy as aluminum planes..."

"...first test flight between mid-November and mid-December after a three month delay due to a shortage of bolts and problems programming the flight control software..."


Nós aqui temos a referência do atraso do 1º voo, e onde é indicado que em Novembro/Dezembro de 2007, já com um atraso de 3 meses se iria efectuar o vôo. Dois anos depois estamos exactamente no mesmo ponto, é suposto agora, após sucessivos adiamentos, o 1º vôo acontecer em Novembro/Dezembro de 2009.

"...The first 787 is due to be delivered to Japan's All Nippon Airways in May next year, meaning it will have at most six months of flight tests, much shorter than previous jetliner programs..."

"...Vince Weldon was sacked in July 2006 from his post as senior aerospace engineer at Boeing's Phantom Works research unit for "disputed reasons". He argues that "without years of further research, Boeing shouldn't build the Dreamliner and that the Federal Aviation Administration (FAA) shouldn't certify the jet to fly"..."

"...Weldon's allegations are detailed in a letter to the FAA, which claims:

The brittleness of the plastic material from which the 787 fuselage is built would create a more severe impact shock to passengers than an aluminum plane, which absorbs impact in a crash by crumpling. A crash also could shatter the plastic fuselage, creating a hole that would allow smoke and toxic fumes to fill the passenger cabin.

The recently conducted crashworthiness tests — in which Boeing dropped partial fuselage sections from a height of about 15 feet at a test site in Mesa, Ariz. — are inadequate and do not match the stringency of comparable tests conducted on a 737 fuselage section in 2000.

The conductive metal mesh embedded in the 787's fuselage surface to conduct away lightning is too light and vulnerable to hail damage, and is little better than a "Band-Aid."..."

"...FAA spokesman Mike Fergus confirmed earlier this week the 787 will "not be certified unless it meets all the FAA's criteria, including a specific requirement that Boeing prove passengers will have at least as good a chance of surviving a crash landing as they would in current metal airliners"..."

"...Indeed, if the 787 took to the air in mid-November, Boeing would have just six months to complete the flight test and certification program - compared to 11 months for the 777..."

Problemas e mais problemas para o Boeing 787. Após sucessivos adiamentos e várias explicações, no início deste ano, surge uma notícia bastante interessante, que me "obrigou" a escrever novamente sobre ele. A FAA (Federal Aviation Administration) ajusta as suas regras de modo a poder "passar" o 787. Se eu já sou muito negativo sobre este avião, isto deixou-me muito pessimista e perplexo por este cumplicidade por parte da FAA. Algo não está nada bem com este avião e com tudo o que gira à volta dele.

FAA to loosen fuel-tank safety rules, benefiting Boeing's 787

"The Federal Aviation Administration (FAA) has quietly decided to loosen stringent fuel-tank safety regulations written after the 1996 fuel-tank explosion that destroyed flight TWA 800 off the coast of New York state.

The FAA proposes to relax the safeguards for preventing sparks inside the fuel tank during a lightning strike, standards the agency now calls "impractical" and Boeing says its soon-to-fly 787 Dreamliner cannot meet.

Instead of requiring three independent protection measures for any feature that could cause sparking, the revised policy would allow some parts to have just one safeguard.

Boeing has worked closely with the FAA to make the change in time for the 787 Dreamliner, whose airframe built of composite plastic makes lightning protection a special challenge..."

O ano de 2009 não está a ser um bom ano para a Boeing, devido principalmente a este novo avião. Várias situações ocorreram que pioraram ainda mais a situação que serão analisadas no artigo seguinte.