domingo, 2 de novembro de 2014

Gripen: A Melhor Opção Para O Brasil?

Gripen - O Novo Caça Brasileiro
 
O Brasil tem grande experiência em novelas e esta questão dos novos aviões para o Brasil, tem sido uma novela daquelas. Eu há anos que acompanho a evolução do concurso para a compra dos aviões (perto de 15 anos, ainda com Fernando Henrique Cardoso, na presidência!), e interrogo-me se estamos mesmo no fim. Surpreendido por chegar onde chegou, estou. Porquê? porque não me parece nada, mas nada, uma boa escolha para este enorme país.
 
O Brasil é um país de grandes dimensões e este avião não é na minha opinião adequado para estas distâncias, o potencial de crescimento do Brasil, pede algo mais possante. O Brasil está a tornar-se num gigante fornecedor de energia e o mundo tem andando agressivo para com fornecedores energéticos que controlam em "demasiado" os seus recursos energéticos.
 
Á medida que o mundo cresce no consumo de energia, os produtores necessitam de proteger as suas riquezas naturais e o Brasil poderá no futuro ficar em alguma situação delicada pelo o controlo das suas riquezas.
 
Comprar um caça sueco, que usa componentes de outros países e um motor americano, parece-me uma má opção para garantir a independência e operacionalidade dos mesmos. Os EUA colocaram no chão a Força Aérea Venezuelana no chão, ao não permitir a manutenção dos F-16. Ou seja, de acordo com as opções políticas de um país, este pode ou não ficar entalado com o material que tem.
 
Parece-me que o Brasil, bem pode arranjar um "31" com estes caças suecos. Se as opções políticas forem positivas para as relações com os EUA, a coisa vai bem, mas se não fôr...
 
Dado que o Brasil tem feitos contratos significativos com um grande consumidor energético, concorrente dos EUA, a China, em caso de maiores pressões políticas, será fácil fazer ao Brasil, o mesmo que fizeram à Venezuela.
 
O Brasil como grande fornecedor energético, na minha opinião não deveria depender militarmente de um grande consumidor, isto se quiser manter uma política independente deste.
 
Na minha opinião, seria preferível ficar com os caças franceses, onde haveria menos risco de ser bloqueado algum componente essencial. Pois os franceses regra geral fabricam, sem estarem dependente de terceiros.
 
Isto para não falar dos russos, que também estiveram no concurso e depois sairam. Dos BRIC (Brazil, Rússia, India e China) o único que não tem os sukhoi é o Brazil, e o avião está pensado para grandes distâncias, como todos estes países o são. Seria a opção mais interessante a meu ver, embora políticamente compreendo a enorme pressão política que recairia sobre uma decisão destas. O Brasil iria ter com problemas com os EUA.
 
Agora uma coisa é certa, teria menos problemas com um produtor de armamento que não anda a percorrer o mundo à procura de energia. Nunca se sabe o dia de amanhã.
 
Vamos a ver se a coisa corre bem com os Gripen.
 
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