A visita de Putin aos EAU e Arábia Saudita teve vários tipos de recados para o mundo. A visita aconteceu quando estava a decorrer uma cimeira no país, a COP 28, onde delegações de quase todos os países estiveram presentes.
Contam-se pelos dedos os países e aviões que possuem capacidade de realizar uma viagem de mais de 2000 kms armados, prontos para combate e sem reabastecimento.
A Rússia é um desses países, o SU-35 um desses aviões.
A viagem é surpreendente tanto nestes aspectos como noutros. Acho que é inédito o sobrevoo de outros países por uma escolta armada. Não me recordo de tal acontecimento. E ao que tudo indica, usaram o espaço aéreo de 3 países, Azerbaijão, Irão e claro, os Emiratos.
E ao chegarem aos Emiratos, fazem um voo de formação. Armados. Por cima de um país, onde estão delegações de mais de uma centena de países.
Que fazem eles? anunciam a chegada de Putin.
Por exemplo, para o caso do presidente da Alemanha, a recepção foi ligeiramente diferente.
Germany's Steinmeier left waiting on tarmac in Qatar
Standing with arms folded at the doors of the airplane was probably not how German President Frank-Walter Steinmeier thought he would spend almost 30 minutes of his official three-hour visit to Doha...
Foi no Qatar, mas não deixa de ser uma humilhação de monta.
Para percebermos como a Europa, o jardim de Borrell, começa a ser visto lá fora.
De seguida segue para a Arábia Saudita. Uma vez mais é escoltado pelos SU-35 e continuam armados. Mais um país que permite a coisa.
De notar que a saída é à noite e três dos SU-35 levantam em simultâneo. Tudo isto é uma mensagem de poder e de capacidade que não está a ser só transmitida à Arábia Saudita e Emiratos, é uma mensagem para o mundo inteiro.
Deixo aqui alguns registos de fotos e videos.
Bem, esta viagem, que tem muitas perspectivas de serem analisadas, acabou por ser também uma demonstração das capacidades do SU-35. Á vista de toda a gente e que pelos vistos será o avião que o Irão irá receber.
Os recados estão a ser dados, espero que exista gente do nosso lado que os perceba.
Porque a seguir à Ucrânia, o tema será a Europa.
Ou seja, nós.
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