domingo, 12 de maio de 2024

A Ucrânia Violou Os Acordos De Minsk

 


Este post, vai ser um pouco diferente, pois envolve política portuguesa, que é algo que nunca estive minimamente interessado em falar. Mas ontem ao fazer zapping, cruzei-me com Joana Amaral Dias. Parei uns segundos, porque de facto, considero uma mulher bonita, confesso.

Entretanto, fala da Ucrânia. Resolvi ouvir o que iria dizer. E diz algo que, ainda não ouvi um político dizer (pode ser que me tenha escapado), a Ucrânia violou os acordos de Minsk. Isto deveria ser claro para as pessoas, principalmente porque foi corroborado pelos dirigentes europeus que participaram nos mesmos.

Estou a falar de Angela Merkel e Francois Hollande.

Angela Merkel disse que a intenção dos acordos era ganhar tempo tempo para a Ucrânia e Francois Hollande posteriormente veio a confirmar estas declarações.

Nunca houve intenção de cumprir com os mesmos.

Dito de outra forma, foi uma tentativa para ganhar tempo para que a Ucrânia fosse preparada para resolver a questão pela força.

Do lado da Rússia, enquanto não estivessem garantidas passagens alternativas do gás para a Europa, não avançavam. Pois o caos seria absoluto e toda a Europa seria prejudicada, incluindo países com quem a Rússia queria aumentar as suas ligações. Especialmente a Alemanha.

Os avanços atribulados para a conclusão dos Nord Stream foram falados aqui no blogue. E assim que foram concluídos disse que estavam reunidas as condições para uma implosão e desintegração do resto da Ucrânia tendo como possível desfecho uma guerra (Nord Stream 2: A Conclusão Dos Pipelines Para a Europa). 

Fui surpreendido com esta posição de Joana Dias. Tenho andado a pensar nas Europeias e que deveria haver politicos a dar murros na mesa, a exigir uma mudança de rumo e que se visse a Ucrânia por outra perspectiva. É que a Europa está cada vez mais próxima de uma guerra. Apesar de estarmos aqui, no jardim de Borrell, onde as bombas não caiem e os nossos filhos não são enviados para a guerra, esse momento aproxima-se. Estamos num caminho sem retorno. 

Neste momento, estamos à beira de um ataque a instalaçães militares inglesas. A ameaça é clara e directa. 

Russia threatens Britain with retaliation if involvement in Ukraine war deepens

Russia on Monday threatened to strike British military facilities...

... After summoning the British ambassador to the Foreign Ministry, Moscow warned that Ukrainian strikes on Russian territory with U.K.-supplied weapons could bring retaliatory strikes against British military facilities and equipment on Ukrainian soil or elsewhere...

... French President Emmanuel Macron repeated last week that he doesn’t exclude sending troops to Ukraine, and U.K. Foreign Secretary David Cameron said Kyiv’s forces will be able to use British long-range weapons to strike targets inside Russia ...

Russia’s Foreign Ministry summoned both the French and British ambassadors. It urged the British ambassador “to think about the inevitable catastrophic consequences of such hostile steps from London.”...

[Link]

A Rússia ameaçou de forma clara e directa os ingleses. Se a Ucrânia quiser arrastar outros países para o conflito, só terá que usar mísseis ingleses e lançá-los para território russo.

Não considero que a Rússia faça bluff. E depois de um aviso destes e de forma pública, podemos estar por dias para que uma catástrofe na Europa aconteça.

Estamos em território desconhecido e às porta duma guerra brutal na Europa.

E as pessoas não se estão a aperceber da gravidade da situação.





P.S. Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital

Joana Dias falou de mais umas coisas. E uma chamou-me a atenção. Chamou a atenção para a Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital nomeadamente o artigo 6º ([Link]). E disse que este artigo, "...Pretendia um controlo dos cidadãos que se distanciassem pura e simplesmente duma narrativa oficial...", isto "acordou-me". Afinal, ando há muito a dizer que está em curso uma narrativa oficial para a questão ucraniana que nem permite o debate. As pessoas são levadas a beber da narrativa oficial e nem se pode ver certas perspectivas.

Artigo 6º em 2021

Artigo 6º em 2022 

É preciso não esquecer que temos um canal barrado na Europa. Nós, que aparentemente temos a liberdade para fazer tudo, não podemos ver um canal. Está proibido.

O resto do mundo, pode assistir. O resto do mundo pode ver o que se diz de um dos lados e do outro.

Nós não.

A Europa já não é livre.

Foi tomada de assalto, por políticos corruptos que servem interesses obscuros.