sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ucrânia: O Peso Da Rússia



 
 
Bom, hoje é um dia interessante para recapitular algumas situações que foram ocorrendo sobre este assunto:
 
- A Rússia invadiu a Ucrânia
- A Rússia anexou a Crimeia
- A Rússia envia armamento
- A Rússia envia soldados
- A Rússia, etc...
 
- Condenações
- NATO aos gritos
- exercícios da NATO na Ucrânia (!!),
- reforços nos países da NATO adjacentes à Ucrânia
- Sanções
- Mais Sanções
 
Acho que todos percebemos a mensagem, a Rússia é um bicho papão, que acaba com qualquer "inocente" país que aspire à "verdadeira" democracia.
 
Mas, nada para temer, a Ucrânia tem a Comunidade Internacional do seu lado, tem a União Europeia, tem os EUA, tem a NATO, tem o FMI, enfim que mais pode querer a Ucrânia.
 
E com todo este impressionante apoio das democracias deste mundo, a Ucrânia pode enfrentar o seu gigante e opressor vizinho.
 
A Ucrânia tem uma economia completamente de rastos, mas com as mais fortes economias do seu lado, nada terá a temer.
 
Ou talvez não...
 
Afinal que faz a Europa para ajudar a Ucrânia?
 
Rússia e Ucrânia à beira de acordo para resolver problema do gás no Inverno
 
A União Europeia pôs em cima da mesa uma proposta que pode significar o fim da crise energética entre a Rússia e a Ucrânia, pelo menos a curto prazo. Pressionada por uma gigantesca dívida a Moscovo que ronda os 4000 milhões de euros por gás já recebido, Kiev terá de saldar mais de metade desse valor até ao fim do ano; em troca, a Rússia volta a abrir as torneiras e a enviar 5000 milhões de metros cúbicos directamente para a Ucrânia até Março de 2015.
 
A proposta, mediada pelo comissário europeu da Energia, o alemão Guenther Oettinger, foi apresentada numa nova ronda de negociações que decorreu nesta sexta-feira em Berlim, após o falhanço das conversações de Junho passado que levou ao corte do fornecimento de gás à Ucrânia...
 
Hungria suspende gás para a Ucrânia

Também nesta sexta-feira, a Hungria suspendeu o fornecimento de gás à Ucrânia por tempo indeterminado e chegou a acordo com a Rússia para aumentar as suas reservas, com o objectivo de passar ao lado das consequências da crise energética entre Moscovo e Kiev.
 
A notícia chega quatro dias depois de o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, se ter reunido com o director executivo da gigante russa Gazprom, Alexei Miller, e no mesmo dia em que representantes da UE, da Rússia e da Ucrânia negociaram, em Berlim, uma solução para o corte do fornecimento de gás de Moscovo a Kiev...
 
...A reunião de segunda-feira entre o primeiro-ministro húngaro e o director executivo da Gazprom serviu também para confirmar que a Hungria continua empenhada na construção do gasoduto South Stream ...
 
 
A Europa MANDA a Ucrânia pagar à Rússia, a Ucrânia está na bancarrota, e a UE, esse colosso económico, não se chega à frente. Se esta é a ajuda europeia à Ucrânia, porque diabo a UE insistiu em celebrar um acordo, tendo levado à situação que vemos hoje?
 
Com amigos destes... Quem precisa de inimigos?


2 comentários:

  1. Quando se diz que a UE não tem uma política externa independente, muitos dizem ser uma teoria da conspiração, etc. Mas o Biden entregou o jogo: "It is true they [EU] did not want to do that. But again, it was America’s leadership and the President of the United States insisting, oft times almost having to embarrass Europe to stand up and take economic hits to impose costs."
    Fonte: http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/10/03/remarks-vice-president-john-f-kennedy-forum
    Apesar da UE fazer parte da OTAN e do relacionamento estreito c/ os EUA, nunca entendi por que são tão dependentes, mesmo os europeus sendo tão fortes economicamente. O meu país, Brasil, por exemplo, ainda que esteja na América Latina (quintal americano), atualmente tem uma política externa parcialmente independente. Os EUA possuem direito de veto no FMI, mas o Brasil é um dos poucos privilegiados que não está refém disto. Podemos nos socorrer do equivalente do BRICs. Necessitamos ter uma boa relação com os americanos, sem dúvidas, mas isto não nos impede de ter uma maior margem de manobra com outros polos de poder, sempre que isto esteja alinhado com nosso interesse nacional.

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  2. Existe dependência militar por parte dos Europeus. Estes cortaram nos orçamentos militares e apoiaram-se nos EUA. Como tal, estão sujeitos aos interesses destes.

    E também não podemos esquecer de algo, os EUA, o Brasil, são países. A UE não. A UE é um conjunto de (muitos) países, o que dificulta imenso, gerir uma política externa europeia.

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